quarta-feira, 9 de maio de 2012

Araripina 2012: Acordos mal firmados; notícias mal plantadas; futuros duvidosos.

A cerveja do final de semana continua rendendo. Fontes que ouvi e não tive disposição para dar crédito e noticiar continuam na mesma toada.
Entendam da seguinte forma, sem nomes aos bois:
1) Alguns políticos lutam para ser candidato a prefeito pelo campo governista, mas o candidato a prefeito deste campo já existe e tem nome: Alexandre Arraes. Por isso, quem se dispuser a ser candidato, terá que esperar a definição de Lula Sampaio, para se apresentar como oposição ou terceira via;

2) Alguns políticos querem ser o vice-prefeito de Alexandre, outros apenas dizem que querem, sabendo que não serão, apenas para ficar na mídia e sair-se de vitima, pedindo mais pelo apoio que já decidiu dar, fortalecendo assim o ciclo vicioso da nossa política, onde o povo sai sempre perdendo;

3) Alguns políticos dizem que querem a vice apenas para marcar terreno e arrancar compromisso para a eleição de deputado, quando poderia chegar a uma rádio, dizer o que de fato quer e esperar do prefeito e do grupo a decisão. Se forem rejeitados, terão todo o direito de dizer que marcham com outra ala ou que são candidatos a prefeito para marcar posição e defender espaço na mente do povo. Isso o eleitor entende e tolera.

4) Alguns políticos dizem que apoiam Alexandre Arraes,  querendo de fato  ser candidatos a prefeito, mas não têm coragem de afirmar, por medo de prejuízos nos negócios e perda de empregos nas máquinas aqui e lá. Esperam a evolução dos fatos para ver se convém ou não se lançar na disputa. Por isso, tramam por trás para enfraquecer Alexandre.

5) Quem se lançou na disputa de vereador definindo um lado logo cedo, ao sair para pedir voto e abordar o eleitor, fica com cara de bobo, pois ao informar o lado que está, e dizer que este é o lado de determinados políticos,  de pronto é corrigido pelo éleitor: "Este aí passou aqui e disse que pode ser candidato a prefeito". Ou "Este aí passou aqui e disse que não apoia este outro nem para ir para o céu".

O certo é que, a não ser por fatalidade ou falta de espaço para  todos num mesmo palanque, em virtude dos projetos políticos de 2014 serem conflitantes, todos que fazem beicinho estarão no palanque governista, e só esperam o aceno definitivo para tomar assento no pedaço político desejado. Mas poderiam conversar como gente grande e sincera, informar claramente o que pretendem na política, e avançar. Como não fazem isso, correm o risco de engolir palavras ditas e ficarem desmoralizados, ou com conceito baixo diante do eleitor. Ou a traição será geral?

RESUMO: O eleitor não acredita mais em ninguém, e quem definiu cedo de que lado ficar, fazendo papel de homem, na verdade faz papel de bobo da corte. Com um agravante: As trapaças dos profissioais da traição terminam espalhando discórdia e desconfiança por todos os lados, e assim prejudicando os corretos.
Estou quase convencido de que política é coisa para moleque e cabra safado. Mas, convencido também, de que vale a pena jogar duro para mudar parte dessa realidade. A menos que sair do País seja a outra alternativa. Ou fica e tenta  mudar, ou sai?  Eis a questão.

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