sexta-feira, 4 de maio de 2012

Algo de estranho 1: Penambuco perde a Codevasf para o PT baiano

reprodução/Diário Oficial da União
Os baianos acabaram se dando bem com a reforma dos órgãos regionais, feita por Dilma depois de séculos de chegar ao poder.

O governador da Bahia, Jacques Wagner, do PT, conseguiu emplacar o nome de Elmo Vaz Bastos de Matos. Trata-se de um técnico, com apoio político.

Os baianos levaram vantagem porque, com a reforma, ficaram com o órgão mais operacional, a Codevasf, que cuida de recursos hídricos. A Sudene, que largaram mão, está esvaziada e perdeu sua função histórica.

A mudança pode ser interpretada como uma perda política para o Estado porque o próprio governador Eduardo Campos disse que a estatal Codevasf, a única que funciona das irmãs federais, era estratégia para o PSB. O nome preferido do ministro socialista Fernando Bezerra Coelho era Guilherme Almeida, funcionário da casa com 30 anos de serviço.

No Dnosc, não há mudanças. A estatal continua na cota do PMDB, que já havia indicado o comando da estatal, depois de mais escândalos de corrupção na virada do ano.
Nesta sexta-feira, o engenheiro civil Elmo Vaz Bastos de Matos foi nomeado oficialmente presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco (Codevasf). A determinação assinada pela presidente Dilma Rousseff e saiu no Diário Oficial da União.
De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, Matos é graduado pela Universidade Federal da Bahia, com MBA em Saneamento Ambiental (FGV) e especialização nas áreas de Gestão Integrada de Águas e Resíduos na Cidade e em Metodologia do Ensino Superior. Além disso, exerceu o cargo de superintende de Operações da Região Norte da Bahia na Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A (Embasa). Desde 2010, exercia o cargo de diretor geral da Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab).
Matos substitui Guilherme Almeida, que estava interinamente no comando da autarquia desde janeiro. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que o presidente anterior, Clementino Coelho, não poderia estar no comando do órgão, já que é irmão do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e ele acabou exonerado.
Com as mudanças, Almeida ficou como diretor da Área de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura.

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