terça-feira, 17 de abril de 2012

Quando a oposição encontra espaço

O povo estando satisfeito deixa pouco adubo e pouca umidade na praça para que nasça e cresça qualquer tipo de oposição. Mas oposição é como tiririca: precisa de pouco água e pouco nutriente para crescer. Portanto, o que um governante que quer disputar reeleição não pode, e não deve, é deixar a 'tiririca' nascer. Depois de nascida, Adeus.
Muitas vezes um governo forte, ou cercado de muitas forças, não deve se preocupar muito com oposição que venha de fora. Ele precisa ter cuidado para não deixar que ela nasça de dentro. Em alguns casos, um governo se sente tão soberano, que aquela oposição antes tida como aniquilada, humilhada  em virtude dos próprios males feitos, termina virando ouro em pó e resurgindo brilhante e imprescindível. Muitas vezes, transformada em moeda de vingança por alguns que se sentem desprezados, humilhados, abandonados, traídos, desrespeitado ou qualquer coisa que justifique uma mágoa ou desconfiança no futuro. Ninguém, estando no poder, pode se dar ao luxo de criar uma marca de desconfiança, e se a teve, ou a carrega, tem obrigação de provar que ela é injusta. Triste daquele que no poder vier a realçar marcas desabonadoras; triste de quem marcar dez vezes para faltar vinte. Triste daquele que, como disse meu pai, 'prometer como sem falta para faltar como sem dúvida'.
Um governante não pode, jamais, passar a ideia de que, conquistando ou permanecendo no poder, fechará os ouvidos ou ignorará ligações de aliados até poucos dias tidos como imprescindíveis. A mudança repentina de comportamento leva  muitos a acreditar que, de uma forma ou de outra, o poder subiu à cabeça, pois já é concenso que homem que deixa isso acontecer não merece subir degraus na política.
Estou falando de Recife, capital. Não entendam mal.

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