segunda-feira, 30 de abril de 2012

A Globo é conivente? Se não for, vai derrubar.

É fácil saber porque a Rede Globo de Televisão, maior empresa de comunicação do Brasil, mas com alma carioca, do alto do seu lindo quintal no Jardim Botânico, acoita um dos maiores esquemas de corrupção já visto em todos os tempos, montado pelo governo Sérgio Cabral, com o apoio explícito de Lula. O Rio foi transformado em palco de grandes eventos. E estes espetáculos são um filão inesgotável de faturamento na área de publicidade.

Tudo começou com o Pan de 2007, que custou dez vezes mais caro do que o planejado, segue agora com a Rio+20, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. São bilhões de reais em faturamento, que fazem com que a Rede Globo se torne cúmplice de uma Confederação Brasileira de Futebol, de um Comitê Olímpico Brasileiro e de suas federações eivadas de irregularidades, fechando as câmeras para os problemas das obras realizadas a toque de caixa por empreiteiras que levam governadores para fazer festa em Paris e para o superfaturamento do Maracanã. Que transformam a Copa do Mundo em espetáculo de roubalheira.

Se a Globo quisesse, acabaria com tudo isso em uma semana e ajudaria o Brasil a escrever uma nova página em sua história. De forma surpreendente, a emissora está dando repercussão às escandalosas festas pagas pela Delta para que um Cabral bêbado dançasse na boquinha da garrafa, em um dos hotéis mais caros do mundo. Mas ainda não foi ao hotel para provar ao Brasil que Cabral tinha tudo free, pago por um empreiteiro que faturou R$ 1,5 bilhão dos cofres do estado do Rio de Janeiro. Bastaria querer.

Hoje Fernando Gabeira escreve um artigo em que aborda o tema,intitulado "Paris é uma festa", que faz a necessária conexão entre o esquema de Cabral com Cavendish e de suas implicações na vida do carioca e fluminense. Vale a pena ler.

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