terça-feira, 3 de abril de 2012

Caso Cachoeira? Governo petista com as barbas de molho

Governo teme que caso Cachoeira atinja a base aliada


Fernanda Krakovics, O Globo
Apesar de o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) ser um dos opositores mais ferrenhos do governo, o Palácio do Planalto acompanha com cautela as denúncias contra ele. O temor é que a investigação da Polícia Federal arraste uma série de deputados federais, inclusive da base aliada.
Já há suspeitas sobre as relações dos deputados goianos Sandes Júnior (PP), Rubens Otoni (PT), Jovair Arantes (PTB) — governistas — e Carlos Alberto Leréia (PSDB) com o contraventor Carlinhos Cachoeira.
Nas palavras de um auxiliar da presidente Dilma, o receio do governo se deve ao fato de não saber o alcance das investigações. O discurso oficial é que o governo não vai interferir, até porque esse é um assunto do Legislativo, mas é o núcleo político do Planalto que vai dar o tom da atuação de sua base no Congresso. Um assessor palaciano, ligado ao PT, resume:
— Não temos margem para ir para cima, porque ontem fomos nós — disse a fonte, referindo-se ao escândalo do mensalão.
Mesmo com uma pauta magra no Senado este ano — os senadores aprovaram a principal pauta para o governo, que era a previdência complementar do servidor público (Funpresp) —, não interessa ao Planalto que o Congresso mergulhe em uma crise dessa natureza.
Independentemente de Demóstenes Torres renunciar ao mandato, ser expulso, cassado ou absolvido pelos seus pares, o estrago na oposição já está feito, acreditam os governistas.
As bancadas de DEM, PSDB e PPS estão numericamente reduzidas, e as denúncias de envolvimento do senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira enfraquecem mais ainda a atuação dos parlamentares oposicionistas.
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