segunda-feira, 16 de abril de 2012

As raízes petistas de Cachoeira

Neste domingo (15), a colunista Rosane de Oliveira, no Zero Hora, mostra em sua coluna Página 10, que Carlinhos Cachoeira já atuava em 2001 no Rio Grande do Sul durante o governo do petista Olívio Dutra imprimindo e distribuindo os bilhetes da Loteria Estadual  

O jornalista Wilson Tosta, em O Estado de São Paulo, na edição de hoje, revela que em 2004 o relatório final da CPI da Loterj, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, já mostrava o prestígio que Carlinhos Cachoeira desfrutava em Goiás.

"Em Goiás, Carlos Ramos mora no mais sofisticado edifício de Goiânia, o Excalibur", afirma o relatório. "É vizinho de alguns dos mais importantes empresários do Estado e é considerado um bem-sucedido homem de negócios, com excelentes relações entre os políticos locais."

“A CPI da Loterj listou empresas que seriam controladas por Carlos Cachoeira: Barna Construções, Brasília Armazéns Gerais, Gerplan (que administrava as loterias goianas), Vantagens Net Marketing de Incentivo, Bet-Capital, Vitapan Indústria Farmacêutica, Brazilina Games e Teclogic.”

Essa CPI investigou as relações de Cachoeira com os governos de Garotinho e Benedita da Silva. No relatório final da CPI pediu o indiciamento de Cachoeira por extorsão, violação da Lei de Licitações, corrupção ativa, fraude de concorrência pública e compra de voto.

Já o jornalista Antonio Werneck, em O Globo, dá conta que o jogo do bicho se sofistica e amplia o seu raio de ação pelo país.

A coluna de Rosane de Oliveira e as reportagens de Tosta e Werneck podem ser lidas neste sítio mais abaixo.

As três matérias relembram ao distinto público que as relações de Carlinhos Cachoeira com petistas ilustres são antigas.

Está claro que raposas da oposição vão lembrar essas relações no decorrer da futura CPI da Vingança.

Isso deixa a vista que a avaliação da relação custo/benefício feita pelo PT só levou em conta o noticiário do presente. Esqueceu de contabilizar as relações passadas entre Cachoeira e os governos petistas do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.

Resumo da ópera.

O PT tem mais a perder do que a ganhar com a investigação das ligações públicas e privadas do jogo clandestino.

Ao que parece, o instinto de vingança de alguns cardeais petistas não levou em conta que a imprensa buscaria no fundo do baú as investidas passadas de Cachoeira junto a governos estaduais do PT.

Além do mais, é ilusão achar que a CPI da Vingança possa se contrapor ao mensalão como imaginam os cardeais do PT que deram corda para a criação da dita cuja.

Daí pode-se concluir que o tiro pode sair pela culatra. 

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