terça-feira, 3 de abril de 2012

Araripina 2012 passada a limpo - Definitivamente


Dois líderes locais estão muito presentes na cabeça do povo: Bringel e Lula Sampaio. Mais do que compreensível, independente da obra realizada por cada um. Os dois duelaram nas urnas a cada dois anos nas útimas décadas, protagonizando atos e gestos peculiares. Fizeram isso que Evlásio e Edvaldo copiam com sucesso em Lagoa do Barro com o intuito de impedir o surgimento de outras lideranças. Conseguiram até certo ponto.
Somente em uma coisa Lula e Bringel entraram em acordo esse tempo todo: Um dizer a quem quiser ouvir que somemte um e outro têm voto.
Está chegando o momento de ambos tomarem uma decisão definitiva. Lula está querendo lançar a filha Camila candidata a prefeita de Araripina. Isto tira o sono e diminui a paciência de seus aliados mais fiéis, que ameaçam debandar.
Por seu turno, Bringel ameaça romper a aliança formada em torno de Alexandre Arraes caso não indique o candidato a vice na chapa governista. Já rebatizou o primogênito de Bringel Filho, a quem pretende tirar da adolescência diretamente para o cargo de vice, pulando até mesmo a etapa de formação acadêmica. Bringel sabe que um vice é prefeito de plantão. Sabe que pode assumir a qualquer momento. É nisso que pensa.

Se Lula Sampaio enfrentará a reação negativa de aliados de peso caso decida lançar a filha Camila, Bringel enfrentará problema ainda maior. Um deles atende pelo nome de Zé Bolacha, que não é candidato a nada mas toparia ser o vice e não abre mão de lutar por isso caso Bringel ganhe a briga e indique o vice de Alexandre.

MAS...
Mas é tudo jogo de cena. Tudo blefe. Tudo conversa fiada. Tudo roça plantada agora para colher mais adiante.
Lula Sampaio só poderá lançar a filha se renunciar ao mandato para o qual foi eleito, antes da convenção de seu partido. Estando na condição de prefeito afastado mantém Camila e todos os familiares alcançados pela legislação eleitoral impedidos de disputar a prefeitura. Nem Camila, nem Boba, nem a esposa, filho, neto, ninguém de sua família, em quem possa aconfiar o controle dos votos (cacife), poderá ser candidato a prefeito de Araripina.
Lula vai renunciar? Vai jogar a toalha? O lógico seria que assim o fizesse. Deixaria de enfrentar os problemas que ora enfrenta e viabilizaria um sucesor confiável para poder continuar interferindo na campanha locala cada dois anos. Sempre foi isto que o fez ativo e presente. Foi assim que viu sua família crescer e até prosperar. Mas, para quem quer de Lula tamanho sacrifício, vai uma informação: Seu salário de prefeito está comprometido com o pagamento de consignados e, caso renuncie, a dívida é executada imediatamente, tirando seu sono de forma definitiva.

E BRINGEL não rompe com o Palácio. Ele, tanto quanto Alexandre, sabe perfeitamente que o governador vem a Araripina anunciar o pacotão de obras que envolve o que ele cita como exigência. Agora, mais do que nunca, é impossível que alguém se apodere da paternidade de tais obras. O pai é único: Alexandre, gostem dele ou não, o queiram ou não como candidato. Eduardo Campos gosta é dele e não de mim (blogueiro) que lhe crio embaraços.
Bringel sabe que o Palácio vai interferir na indicação do vice-prefeito em Araripina e inclusive 'ficou satisfeito' com a compreensão de Valmir Filho, que retirou-se da disputa como condição única para que Alexandre se firmasse administrador e, até, conseguisse montar uma equipe de peso, com Valmir Lacerda na secretaria de saúde, o que estimulou outras pessoas de renome a aceitarem missão difícil e de prazo incerto. O Palácio sabe da impoertância desse gesto de Valmir Lacerda e sabe também das consequências de aceitar imposições desmedidas.

Ademais, Bringel não larga um futuro mandato de deputado estadual para ele ou para o filho em troca de um cargo de vice-prefeito. Muito menos se abraça a Valdeir Batista por conta de uma vice para seu filho. Jamais lançará a candidatura de Zé Bolacha a prefeito para se vingar de quem ele mesmo lançou candidato a prefeito e a quem recorreu para andar a zona rural como fiador de suas últimas campanhas, como fez com Valmir Lacerda. E ainda é menos provável que engula corda de alguém e lance a candidatura de Zé Bolacha a prefeito, correndo o risco de levar uma sova nas urnas e transferir seu patriônio (este que Lula não abre mão), para alguém que não lhe pedirá conselhos depois de encerrada a apuração. É devaneio imaginar isso.

Mas uma coisa Bringel busca e com propriedade: Uma boa solução para seus candidatos a vereador, leia-se Moisés Filho e até mesmo seu filho, já que Zé Bolacha não é mais candidato ao cargo proporcional e garante que não lançará ninguém de sua casa na disputa.

É bom que fique claro que se atribui a Bringel o que ele não disse de fato. Muito é folclore, outra parte é delírio de quem sonha com racha político para tirar proveito financeiro na disputa que se avizinha.

Sérgio Guerra, sempre usado nas falas desconexas, não tem nada com o 'peixe' de Araripina. Aliás, Sérgio Guerra é um defundo político ambulante. É uma rapadura que derrete na feira sem encontrar comprador. Hoje é um homem isolado em Pernambuco e no Brasil, que só ainda existe como ferramenta de discórdia plantada por Aécio Neves na presidência PSDB. Para que se tenha uma ideia do cacife de Guerra, ele rifou a mais autêntica deputada de seu partido em Olinda para apoioar a reeleição do prefeito mais desgastado do Estado, que por sinal é irmão de Renan Calheiros e do PC do B - Olinda tem dinheiro e tem horário de TV, daí tirem suas conclusões. Petrolina também tem TV, assim como Caruaru, e cada minuto vale uma fortuna. Aguardem para saber com quem o PSDB de Sérgio Guerra vai marchar e tirem suas conclusões.

VERDADE seja dita: Os homens de Araripina, sem citar nomes, mas entendendo por homens aqueles com voto e dinheiro para gastar em campanha de prefeito, não têm coragem de enfrentar o candidato apoiado pelo Palácio em Araripina. Nenhum homem dos conhecidos na política local como 'famosos' tem coragem de peitar o Palácio. Uns, porque perdem empregos, vantagens, espaços, apoio nas cortes, amparos, e tudo que os mantêm  com diferenciada condição de vida e conforto familiar.
Outros, porque, além do motivo anterior, têm muito ainda a negociar e renegociar passivos e incentivos fiscais. E, mais do que isso, porque vivem amparados por profissionais do mundo dos negócios, que sequer admitem tocar em assuntos delicados apenas para satisfazer caprichos tolos.

DEVERIAM estes senhores serem honestos com parte da militância que perde tempo com conjecturas e elocubrações desmedidas, e sobretudo com aqueles que almejam lugar ao sol na câmara de vereadores, parando de chafurdar o processo, pois  uns agem sem saber o que dizem, nem porque agem; outros sabem de tudo e tentam tirar proveito desses chafurdos, e tiram justamente de quem mais precisa, o que geralmente termina em problemas  junto ao TCE, justamente por faltar amparo legal ou justificativas plausíveis.

Perguntar não ofende....
Considerando que Lula Sampaio não tem nada a perder além do restante dos meses de salário e poderá muito em breve renunciar para lançar a filha candidata a prefeita, e que isto resultará na debandada de gente como Evilásio Matheus e todo o PDT, Maria Augusta e Carlos Pracheles, ficando Lula restrito a seu grupo original de fiéis e até alguns fanáticos seguidores;

Considerando que parte desse pessoal poderá rumar para Alexandre Arraes, chegando para suprir 'psicologicamente' o espaço 'deixado' por quem ameaça a Aliança governista;

Considerando que quem tem a chamada bala na agulha é o Palácio e Alexandre, o prefeito em exercício;

Considerando que Valdeir Batista só entraria na disputa se fosse para enfrentar um não candidato do Palácio, qualquer um, até mesmo Alexandre, desque que este não fosse do PSB e preferido de Eduardo Campos;

Considerando que Bringel é inelegível e tem passivos inscritos na dívida ativa do município, em montante difícil de ser honrado;

Considerando que Alexandre Arraes deverá logo em breve chamar todos para acertar os ponteiros, talvez antes da vinda do governador em 11 de maio, e indicar os espaços políticos que cada um deverá dispor para caminhar agora e no futuro, restando aos descontentes a porta de saída....

QUEM TEM conragem e tutano para enfrentar a longa seca, informando a parentes, aliados, militantes, daqui e da capital, que está rompendo com a prefeitura e o governo do Estado, e que a partir de agora devem todos entregar seus empregos e benefícios?

QUAL líder irresponsável juntaria reservas pessoais para sobreviver com conforto e atiraria ao mar militantes históricos que fizeram seu nome durante mais de uma década?

E PARA FINALIZAR:
Caso Bringel decida romper com Alexandre Arraes em função de uma vice para o filho, ou depois para Zé Bolacha (como argumento público) e decida lançar Zé Bolacha ou o próprio filho a prefeito, quem marchará com ele? Moisés Neri marcha? O PSL de Idelfonso do Mel marcha?

Valdeir Batista marcharia com o filho de Bringel, depois de tudo o que disse e ouviu?

Ou, noutro caso, Bringel apoiaria a candidatura de Valdeir Batista, se este decidisse medir forças com o Palácio e com a prefeitura? Valdeir Batista, neste caso, aceitaria ser o candidato de Lula Sampaio, estando com este e Bringel no palanque, juntos e misturados?

Só duas respostas podem ser dadas: Sim e Não.
Eu não posso responder por terceiros, mas considero pouco provável que Lula e Bringel subam no mesmo palanque. Daí porque, levando-se em conta que Bringel tope mesmo romper com o Palácio em função de uma vice, teria que lançar candidato ou apoiar Valdeir Batista, mas sem Lula Sampaio por perto.
Deste modo, teríamos em Araripina as seguintes candidaturas:

CENÁRIO 1
1) Alexandre Arraes;
2) Lula Sampaio ou sua filha, em caso de renúncia do prefeito afastado
3) Bringel Filho ou Zé Bolacha
4) Dr. Cássio
5) Nunes Rafael (que não apoia nenhum outro nome)

OBS: Neste caso, Valdeir Batista ficaria com Alexandre Arraes, pois não brigaria com o Palácio e entregaria os cargos que ocupa (indicou)  na prefeitura, em função de candidatura não sua, muito menos a de Brinfel Filho ou Lula Sampaio.
É tudo que Valdeir Batista deve pretender, ver Bringel desocupando o espaço que lhe compete na indicação do candidato a deputado estadual. Este é o sonho acalentado por nove em cada dez frentistas.
Sinceridade aqui é o que deve prevalecer, e eu estou sendo sincero, inclusive com Bringel. Ele sabe disso.

Neste caso, a chapa governista deveria ser Alexandre Arraes com Valmir Filho na vice, Valdeir Batista indicaria o deputado estadual e Raimundo Pimentel seria o federal.

Ponderações: Caso Bringel saia do grupo de Alexandre, Evilásio Matheus, Maria Augusta e Carlos Pracheles perdem as razões que alegam para ficar contra o candidato do Palácio. Estes só têm vetos ao próprio Bringel. Portanto, Alexandre poderia preencher a lacuna com um dos três, ou com os três e seus partidos. Também poderia conquistar o apoio de Moisés Neri, que não admite pregar no deserto.

CENÁRIO 2
1) Alexandre Arraes;
2) Lula Sampaio ou sua filha, em caso de renúncia do prefeito afastado
3) Valdeir Batista
4) Dr. Cássio
5) Nunes Rafael (este poderia apoiar Valdeir Batista - mas nunca sendo indicado deputado federal como pretende)

PERGUNTA: Bringel apoiaria Valdeir Batista, indicando seu vice?  Valdeir e Bringel se juntariam numa chapa para peitar o Palácio e a prefeitura?

PODEM, os plantonistas do balcão de boatos, continuar a elocubrar. Mas não contem com este blog para alimentar o boteco de intrigas, muito memos com a nossa linha editorial para fortalecer a causa de quem pensa em si próprio antes de pensar nos militantes e no município.
Tenho responsabilidade e encerro aqui a minha missão de esclarecer os fatos reais, as entranhas do poder, pois sempre que o faço aumento a minha carteira de desafetos. Peço, encarecidamente, aos militantes que ocupam cargos e se sentem ameaçados pelo prazo exíguo e ações de seus líderes, que não indiquem este blog como responsável por seus dilemas, pois as atitudes políticas trazem consequências e este blog apenas cumpre a obrigação de narrar e esclarecer, e até proteger os ingênuos de todas as partes.

PT Saudações.

PONTUAÇÃO: Posso, a qualquer momento, pontuar em alguns dos parágrafos, caso venha a lembrar de detalhes deixados para trás, em virtude de esquecimento. Caso isto aconteça, o farei em cor vermelha.

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