segunda-feira, 19 de março de 2012

Araripina: Forças começam a fazer política para definir a escolha do vice de Alexandre

Decidido o candidato a prefeito, começa a luta pela escolha do vice na chapa governista, encabeçada por Alexandre Arraes (PSB). Depois de haver sinalizações de que este nome já estava escolhido, surge o fato novo ou 'balão de ensaio' do filho do ex-prefeito Bringel, o seu primogênito de mesmo nome.
Em tese, o vice está escolhido e atende pelo nome de Valmir Filho. O médico vinha numa campanha crescente, sustentando o grupo político de oposição nos tempos mais duros. Era o candidato em campo,inclusive lançado por Bringel. Valmir retirou uma campanha aparentemente favorável para deputado estadual em nome da unidade, recebendo de Bringel a declaração de apoio agora para prefeito.
Mas a política é dinâmica. Chega a fase mais agura. Bringel dá demonstrações de que quer a vaga de vice para o filho, ou quer com isto assesugar a vaga de candidato a deputado estadual para o mesmo.

No interior de toda essa geleia entra a questão da disputa pelas quinze vagas na câmara de vereadores. Quem tiver mais força partidária, mais credibiidade para empenhar a palavra, e souber usar o tabuleiro se dará melhor na reta final. Quem se sentir muito à vontade no processo e desprezar os sentimentos e interesses alheios, e sobretudo não souber valorizar os sonhos individuais dos atores menores dessa 'peça teatral', certamente será atropelado. Quem não é capaz de enxergar importância nos sentimentos alheios deve sair de cena enquanto é tempo para reavaliar tudo. A escolha do vice é só um detalhe na vida que segue, embora alguns entendam que a conquista da cadeira mais cobiçada é o único motor que move a política. Ledo engano.
Os partidos estão aí abertos ao diálogo. Cada um com seus projetos individuais e coletivos. Cada um querendo ouvir aquilo que mais soma e contribui. Há planos ambiciosos e planos modestos, projetos antigos, sonhos acalentados, sonhos frustrados, negativas repetidas, insensibilidades desmedidas, indelicadezas crescentes - sempre de parte a parte e com reciprocidade evolutiva. Agora é ver quem sabe pensar mais, parar para isto, parar para olhar o jogo e entendê-lo. Resta saber quem tem mais capacidade de mostrar-se solidário, correto, fiel, grato, criativo, inventivo, sabendo que para homens de fibra dinheiro é o que menos conta.
Ao mar piabas, ciobas, arraias, tubarões, golfinhos e todos os peixes políticos que abandonam a água doce, cristalina e calma, preferindo o ambiente hostil do mar revolvo, turvo e salgado.
Forte abraço dos que não sabem nada e são bobos. Como eu, que acredito em tudo e em todos.

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